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terça-feira, 29 de maio de 2012

Qual é o segredo da chama violeta?




“Onde estiverem duas ou mais pessoas reunidas em Meu Nome, aí eu estarei.” JESUS

Quanto mais pessoas se reunirem em oração, fazendo apelos, decretos ou invocações, mais aumentará a vibração sagrada em nossas vidas, tanto pessoal, no lar, no trabalho e por conseqüência, no nosso querido planeta azul.

A Lei Universal da Vibração diz que tudo no Universo é vibração. Quanto mais lenta, mais densa será e quanto mais rápida mais sutil. Quando rezamos, aumentamos a nossa vibração nos sutilizando, e assim, podemos fazer contato com as energias superiores.

No contato com essas energias superiores aprendemos a ampliar a nossa consciência que expandida nos trará uma compreensão maior e melhor do nosso agora. Assim sendo, podemos interagir com mais sabedoria, mais discernimento e amor incondicional com nossos irmãos desta grande família planetária, podendo ajudá-los a crescerem também.

Portanto, é de grande importância, para os que assim o desejarem, fazer reuniões espirituais periódicas, também chamadas "Ritual em Família", aonde as crianças terão a oportunidade de ser conduzidas e despertadas para sua sabedoria interior. O exemplo dos mais velhos vale mais que mil palavras.

Todo ritual, individual ou em grupo, deve incluir apelos de Chama Violeta, pois ela é uma corrente de força específica para dissolver energias imperfeitas, de modo que elas recuperem sua perfeição original. A chama, sendo uma atividade de amor, graça e compaixão, pode anular as causas criadas pela humanidade cujos efeitos causariam maiores infortúnios.

Então, qual é o segredo da Chama Violeta? Ela constrói um dique de luz intransponível em volta da pessoa e afasta continuamente toda vibração negativa que os homens e outros seres liberam na atmosfera.

O resultado obtido em seus pensamentos, em seu ser e em seu mundo por aquele que emprega a Chama Violeta Consumidora, é a purificação da substância e da energia de todos os seus corpos: mental, emocional e físico. Ela acalma os turbilhões da ação vibratória no corpo dos sentimentos, dissolve as impurezas na carne e consome formas-pensamentos falsas no corpo mental. Então, as correntes de luz e de energia que provêm da Presença podem fluir em perfeito equilíbrio, trazendo o bem-estar aos sentimentos, o que é absolutamente indispensável quando queremos nossa saúde perfeita, manifestada e sustentada no corpo.

O resultado de todos os múltiplos focos de luz, será uma humanidade mais tranqüila, mais compreensiva, onde impera o respeito a si próprio e ao próximo. Temos lido inúmeras mensagens que os Seres de Luz nos têm enviado e percebemos que a Idade de Ouro poderá se concretizar, desde que cada um cumpra a sua parte para o Todo. Afinal, "SOMOS TODOS UM".

Apelo
"Bem-Amados Anjos do Fogo Violeta (repetir 3 vezes), vinde, vinde, vinde e flamejai o Fogo Violeta do Amor pela Liberdade (3 vezes) através de minha aura, de meu mundo dos sentimentos e pensamentos, através de meu corpo etérico e de meu cérebro e em todas as células de meu corpo físico, através de meu lar, meus negócios, finanças e interesses.
Fazei isto para toda a Vida deste planeta, até que sejam dissolvidas e transmutadas as causas e os germes da criação humana, na pureza e perfeição.
Eu Vos agradeço por terdes atendido às súplicas de meu coração.
O Fogo Violeta do Amor pela Liberdade nunca falha (3 vezes) em trazer a pureza e a perfeição.
EU SOU o Fogo Violeta!

domingo, 27 de maio de 2012

O Medo!


O Medo 

Podemos afirmar, sem a menor dúvida, que estamos nos referindo ao maior vilão no processo evolutivo de uma essência, em uma encarnação, numa vida terrena: O Medo.

Esta energia nasce em nossa mente pela exclusiva responsabilidade dos nossos pais e até mesmo de alguns professores nas escolas básicas, antes da criança completar sete anos.
Se não ficar quieto o Bicho Papão vem te buscar...
Olha, é melhor obedecer senão a Bruxa vai aparecer...


Pronto, está instalado o medo. Acabamos de criar insegurança em mais uma essência e este sentimento, esta energia irá permanecer conosco até que o eliminemos. Quem pôs é incapaz de tirar. Esta tarefa, a da eliminação deste sentimento, é exclusivamente de nossa competência. 
É o medo que nos leva ao sofrimento, pois nos tira a capacidade de auto-superação. Ficamos dependentes de valores familiares, éticos, morais, religiosos e sociais que são arcaicos e ultrapassados. Queremos, desta forma, SEMPRE o nosso ninho. Não importa se ele, o ninho, não está muito bom e até mesmo desconfortável. Não ousamos buscar novas oportunidades.

Quem é o responsável de tudo isso?
Ele, o MEDO.
Nos textos anteriores falamos sobre a necessidade de um Sacrifício, ou ainda, melhor dizendo, de um Sacro Oficio, para acabarmos com o nosso Sofrimento.
Sempre - e nunca encontrei um caso que fosse exceção nas pessoas que assisto -, o maior vilão é invariavelmente o medo. Ele gera uma enorme insegurança que assim não permite que o indivíduo possa se aventurar em nova vida. 

Crie novos valores. Abandone conceitos que de nada servem para si e comece nova vida. 
Todos sabem que é mais seguro ficar como está. Esqueça o que os outros esperam de você. Siga o que você quer de você. Isso significa ser feliz. Os infelizes vivem para os outros; confundem auto-estima, amor próprio com egoísmo. O egoísta é doente e não sabe. Os outros, que se amam e se respeitam, são felizes e cantam.
Sabe qual o resultado desta estagnação?

Não... Pois vou te revelar: DOENÇA. 
Algum órgão do corpo físico, mais cedo ou mais tarde, vai acabar recebendo o resultado desta falta de atitude. A má energia criada vai se instalar em algum lugar. Não se esqueça de avaliar que já não queremos mais ser o que somos. Este conflito exige mudança.
Sim, antes de ficarmos doentes no corpo físico, nós adoecemos no corpo emocional. Deste, o emocional, para o mental é apenas uma questão de tempo. E daí para o corpo físico também é uma questão de horas ou dias. TODAS AS PESSOAS, HOJE FISICAMENTE DOENTES, FICARAM EMOCIONALMENTE ABALADAS ONTEM.

Desta maneira criamos um trinômio interessante. Primeiro o SOFRIMENTO, na seqüência a necessidade de um SACRIFICIO para sair dele e, para materializarmos tudo isso, precisamos que não exista MEDO.
Estas sofrendo? Ótimo, isso é um sinal para que você inicie nova vida e não para que amanhã adoeça.
Se você ficar com Me + dó = Medo (tenham pena de mim...), se permitir que esta energia te domine, estará esquecendo de olhar para o seu eixo e de tomar assim as medidas que a vida exige que sejam executadas para expandir o processo evolutivo. 

TOME ATITUDES. Todas exigem pagar um preço. Não existe construção sem destruição. Para se construir uma casa é preciso destruir o terreno. Fazer buracos para que o alicerce seja edificado.
Crie um grande buraco dentro de sua mente e o deixe pleno de AMOR. Depois FAÇA, ATUE, ANDE E PARE DE SE LAMENTAR.
Para acabar com o sofrimento precisamos realizar um sacrifício, para realizarmos o sacrifico precisamos acabar com o medo e a felicidade só existe sem eles.

Você é Católico?


Você é Católico? 

Você é Católico?

 O jornal britânico The Times escreveu que "uma pesquisa recente no Brasil mostrou que 86% da população apóia o uso da camisinha e mais da metade discorda da posição da Igreja sobre o aborto". Ora, e eu que imaginava que, em pesquisa também recente, 64% dos brasileiros se declaravam Católicos.


Acho que está havendo, na cabeça do brasileiro, uma confusão do que seja "Católico". Vejamos:
A Igreja Católica tem esse nome porque todos os seus aderentes estão em comunhão com o Papa. De acordo com sua doutrina tradicional, o Papa, Bispo de Roma e Sucessor de S. Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja Universal. É o vigário de Cristo, cabeça do colégio dos Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual, por instituição divina, tem poder, pleno, supremo, imediato e universal (Wikipedia)

Ou seja, o Papa é o grande condutor da barca de São Pedro, é o líder, o guia, o Fuhrer (Na língua-mãe de nosso Papa). Ou seja, desde quando um Católico de m... que mal pisa na Igreja pode questionar a autoridade do Fuh, digo, Papa? Ah, que saudades do tempo em que ou você se submetia à autoridade Papal (ou do Fuhrer, tanto faz) ou tinha seus bens expropriados e era expulso do país (isso quando tinha sorte) ou, mais comumente, morto. Hoje em dia a pessoa pode escolher ou não ser Católico. E, mesmo escolhendo, ficam adaptando os dogmas ao seu bel prazer! Afinal, essas pessoas querem ver a Luz ou não?! O Papa se mata de trabalhar, dando discursos, viajando, procurando orientar as pessoas do SEU REBANHO VOLUNTÁRIO e elas teimam em querer pensar por conta própria! Acho que só mesmo a volta das fogueiras e da tortura nas masmorras pra dar algum resultado aqui no Brasil...

O Papa deve estar muito decepcionado com o Lula. Primeiro porque nosso presidente o recebe com um discurso meloso: "Nosso país o recebe de braços abertos, santo padre, porque muito espera de sua liderança espiritual e moral, imprescindível para que a humanidade enfrente e supere seus enormes desafios no alvorecer deste novo milênio". E, quando o Papa explicita seu plano de ação (ensino católico nas escolas, contra o aborto em todos os casos, contra a camisinha) Lula dá uma ré e diz que vai manter o Estado Laico, porque, como cidadão, é contra o aborto, mas como presidente não pode interferir. Na verdade, o Papa (ou o o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Scheid) adoraria pessoalmente excomungar o "sapo barbudo", mas isso pegaria muito mal politicamente e na imprensa, especialmente no papado do antigo guardião da "Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano", o novo nome do tribunal da "Santa" Inquisição.

Nosso Papa é um combatente feroz da "ditadura do relativismo", a idéia de que as pessoas são completamente livres para moldar seu comportamento da maneira que quiserem e de que o certo e o errado são concepções só pessoais. Se a pessoa se diz católica, trate de rezar pela cartilha católica, oras! Tanto que o Papa manifestou apoio aos bispos mexicanos que anunciaram a excomunhão dos políticos pró-aborto e afirmou: "Nada de comunhão para os políticos que aprovam o aborto", ainda no avião que vinha para o Brasil. O porta-voz tratou de botar panos quentes na declaração e depois o Papa minimizou com algo do tipo: "Não vamos sair por aí excomungando pessoas, mas espero que elas saiam por conta própria". Mais claro que isso, impossível.

Falou também da "ferida do divórcio e das uniões livres". Pediu aos fiéis que fiquem atentos para o efeito desses "processos legislativos", em uma referência a países onde os parlamentos se inclinam a favor de liberalizar o aborto e as uniões entre pessoas de mesmo sexo.

Resumindo:
Se você faz sexo antes do casamento, não segue o catolicismo.
Se é homossexual, não segue o catolicismo.
Se está no segundo casamento (ou mais), não segue o catolicismo.
Se usa camisinha, ou outros métodos anticoncepcionais, mesmo no casamento, não segue o catolicismo.
Se você é a favor do aborto em casos de gravidez de risco, não segue o catolicismo.
Se é a favor de pesquisas usando células-tronco embrionárias, não segue o catolicismo.

Que tipo de católico é você?

Antes que você se desespere e cometa suicídio (o suicídio é condenado pelo catolicismo, mas você não liga mesmo pra isso, não é?) lembre-se que nosso Papa também falou que os cristãos não-católicos também pertencem, apesar de um modo imperfeito, ao Corpo Místico, visto que tornaram-se uma parte inseparável Dele através do Batismo. Viu? Nem tudo está perdido! 

QUANDO O SILÊNCIO É A MELHOR OPÇÃO!




"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente". Confúcio


“O medo causado pela inteligência”, de José Alberto Gueiros, o qual transcrevo alguns trechos:

“Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:

" Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta".
E ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira difícil.
A maior parte das pessoas encasteladas em suas posições é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil!

Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa: "Há tantos burros mandando em homens de inteligência que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência".
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder...
Somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida.

É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar. Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas, enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender.

É um paradoxo angustiante. Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida. Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues:
"Finge-te de idiota e terás o céu e a terra. O problema é que os inteligentes gostam de brilhar, então, que Deus os proteja”.

O ser humano tem necessidade de mostrar que é competente, que sabe o que faz, o que diz, que tem poder e inteligência, e na maioria das vezes isso lhe custa muito caro. Como é difícil ficar nos bastidores de uma situação?
Não consegue silenciar e deixar que o outro se enrole sozinho.

A necessidade de mostrar a competência é domínio dos incautos.
É na serenidade interior onde vibra o silêncio, que o poder da mente se torna maior e mais criativo, e essa característica, que aparece naquele que é verdadeiramente sábio, é a sua vibração de pura sabedoria.

O silêncio é importante tanto no nosso interior como no exterior. Ele é produtivo em nossos pensamentos e na nossa alma.
Albert Schweiser, diz que “o verdadeiro valor de um homem não pode ser encontrado nele mesmo, mas nas cores e texturas que faz surgir nos outros”. E o verdadeiro sábio consegue transformar sua realidade e a do outro.

Entender que não sabe tudo, não é o dono da verdade, e admitir a coerência de fundamentos e idéias que não as suas, é a maior dificuldade de um ser humano.
Os pensamentos que criam barulho interno vêm de fora, da gritaria daqueles que se acham muito poderosos e inteligentes fazem, achando que dessa forma irão impor suas vontades e que todos terão que se curvar a elas.
Criam comparações desnecessárias e conseqüentemente competição.
"Não se defender é tudo que se exige para que a verdade nasça verdadeiramente em nossas mentes".

Aquele que fala a verdade, que age corretamente e respeita o outro, não precisa se impor, não tem necessidade de aparecer pois, focaliza-se somente na luz interna do seu ser.
Sabedoria não existe sozinha, está sempre acompanhada do Amor e gera compreensão. Sem a Sabedoria, o emocional torna-se envolvido e tumultuado.

O homem sábio quer estar em contato com seus semelhantes pois é nas relações humanas que ele testa sua sabedoria e esta nasce diretamente da fonte de sua experiência.
Dessa forma, o ser humano voltado para dentro de si mesmo, entra em estado de observação, de serenidade, de desapego, e não desperdiça energia à toa, querendo ser melhor que ninguém, saber mais ou ter mais razão.
Entra em conexão com suas próprias qualidades.
O resgate do silêncio interior é a base do caminho espiritual.
Muito barulho interior, menos capacidade.

“No silêncio vos chamarei.
No silêncio conhecereis Minha Face.
No silêncio sereis tocados pelo verdadeiro amor”.(Tua Alma)

Cada macaco no seu galho!





Hoje em dia podemos classificar as pessoas em dois tipos: os que acreditam e os que não acreditam na Reencarnação. Dentre os que acreditam, mais dois tipos: os que se propõem a tratar problemas dos outros profissionalmente, a nível terapêutico, e os que procuram esses profissionais.

Pois bem, amigo(a) leitor(a), em que grupo você está? Acredita na Reencarnação? Que bom. Onde? No seu Centro Espírita? Ótimo. Em casa com seus livros, conversas com parentes e amigos? Muito bem. É da área da terapia, trabalha profissionalmente nisso? Sim. OK. Inclui a Reencarnação em seus métodos diagnósticos e terapêuticos? Sim. OK, parabéns pela coerência. Não? Por quê? Têm medo de quê? Do Conselho de Psicologia? Do Conselho de Medicina? Da Inquisição? De ir pra fogueira? De ser alvo de gozações dos seus colegas? Nunca pensou nisso? Não sabe como incluir a Reencarnação em seu trabalho? Não trabalha na área das terapias, mas consulta com psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas de florais, astrólogos, etc. Muito bem. Esses profissionais que você procura acreditam e lidam com a Reencarnação em seu consultório. Sim. Ótimo! Não? Por que consulta com eles se tu acreditas na Reencarnação e eles não acreditam ou não lidam com isso. Não importa, tu gosta dele(a), é competente, te apóia, te entende... Será que te entende mesmo? A investigação vai até onde? Até a infância? Tudo começou lá? Foi quem? O pai ou a mãe? O pai trabalhava muito e não dava bola pra ti? Tua mãe não era carinhosa? Teu pai gostava mais do teu irmão do que ti? Perdeu o pai cedo? Eles se separaram quando ainda era criança? Tua família era muito rica e materialista? Ah, o contrário... eram muito pobres? Tu tens certeza que acredita mesmo na Reencarnação?

Vamos fazer um pequeno teste para ver isso: já te perguntaste por que vieste nessa família? Por que tua Alma pediu esse pai? E essa mãe? Por que vieste numa família rica (ou pobre)? Por que teu pai gostava mais do teu irmão? Por que tua mãe gostava mais de ti do que de outro irmão? Por que nasceste numa casca de homem (ou de mulher)? Por que nasceste no Brasil (ou outro país)? Por que vieste numa casca branca (ou negra)? Por quê? Por quê? Por quê? Tu e teu terapeuta - que acredita na Reencarnação, mas não trabalha com ela profissionalmente - conversam sobre isso? Ou terapeutizam como se tudo começasse na infância (mesmo “acreditando” na Reencarnação)? Meu amigo leitor, minha amiga leitora, está chegando a hora daquele ditado: “Cada macaco no seu galho”.

O que isso significa? Significa que uma pessoa que quer fazer uma terapia e REALMENTE acredita na Reencarnação, que dá valor a isso, que quer saber para o que reencarnou, que quer aproveitá-la pra valer, no sentido da evolução espiritual, já pode, hoje em dia, encontrar psicoterapeutas que REALMENTE incluem a Reencarnação na terapia, que tratam a pessoa como um Espírito encarnado, que enxerga a infância como uma continuação, uma situação elaborada pelas Almas de seus participantes, dentro da Grande Alma (Deus), que lida com as Leis do Karma, da Finalidade, da Necessidade, que entende das armadilhas e dos gatilhos de uma encarnação, que quer falar com seus pacientes sobre espiritualidade, que não gosta de psicotrópicos, remédios químicos, que não acredita que as doenças mentais começam no cérebro, não acredita que os pensamentos se originam no cérebro, acredita em vidas passadas e suas ressonâncias (fobias, pânico, depressão severa, fibromialgia, crenças e idéias estranhas, timidez excessiva, etc.), acredita em Espíritos (e encaminha pacientes para Centros Espiritualistas), gosta de Jesus, de Nossa Senhora, de Saint Germain, dos Mestres Ascenços, gosta de Anjos, gosta de incenso, de meditação, de expansão da Consciência, de viagem astral, e tudo isso que é milenar, ancestral, e está voltando, agora, graças a Deus, ao final da Inquisição.

Algumas vezes ouço alguém falar que uma pessoa ouve vozes, vê seres, e está se tratando com psiquiatras há muitos anos, tomando psicotrópicos, já foi internado várias vezes, e fico pensando... Hoje em dia? Todo mundo sabe que existem Espíritos, até as novelas já tratam disso, todos sabem que Espírito fala (em nossa mente), aparece (para quem tem mediunidade), afetam nossa vida. Todo mundo? Todo mundo, não, os psiquiatras não sabem. Não sabem? Ou sabem ,mas têm medo de dizer que acreditam, o que seus colegas vão dizer, e o Conselho... E os grandes Laboratórios multinacionais? Curar “esquizofrenia” com desobsessão? Curar fobias, pânico, com regressão a vidas passadas? E o Haldol? E o Prozak? Transtorno Obsessivo–Compulsivo? Geralmente é culpa de vidas passadas. Transtorno Bipolar? Geralmente é sintonia com vidas passadas de riqueza e de pobreza, de poder e de falta de poder... Mas e o Lítio? E o Lexotan?
Então, pessoal, a hora é de “Cada macaco no seu galho...”

Quem quiser tratar dessa vida apenas... tem psicoterapeutas que não acreditam na Reencarnação ou acreditam mas acham que não devem “misturar as coisas...” Por quê? Sei lá porque pensam assim. Quem quiser tratar sua encarnação, tem os psicoterapeutas reencarnacionistas, que lidam com isso. Quem quiser tomar remédio químico, tem psiquiatra. Quem quiser investigação espiritual, tem Centro Espírita, tem Apometria, tem Umbanda. Quem quiser investigar seu Inconsciente, tem os discípulos de Freud, os terapeutas de regressão. Quem quiser Reiki, quem quiser Cura Prânica, quem quiser o que quiser, hoje tem. Quem não quiser nada, também tem, tem a bebida, tem o cigarro, tem a droga, tem a cama, o quarto escuro... Quem quiser aproveitar a encarnação, tem o trabalho honesto, tem a caridade, tem a dedicação a uma causa justa. Quem quiser botar fora a encarnação, tem querer ficar rico, trabalhar em qualquer coisa, seja honesta ou nem tanto... tem o ócio, tem os divertimentos da nossa sociedade-passatempo... tem a televisão a noite toda, tem horas e horas no computador, tem os finais de semana pra não fazer nada... E a vida passando...
Evolução espiritual. O que é isso? Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira... semana que vem... o ano que vem... Ficando adulto... Ficando velho... Pressão alta... cardíaco, coitado... Psoríase... dizem que não tem cura... Asma... dizem que é alérgica... Enfisema... também, como fuma, coitado... Artrite, tadinha, tão boazinha... Sabe quem se suicidou? Como o fulano tá velho, acabado... E o filho da fulana, não trabalha, só em casa, fobia social, mas tá se tratando, tomando remédio... Sabe quem, com depressão? Nem trabalha mais, dizem que não gostava mesmo do que fazia, nem a Fluoxetina tá resolvendo... E o filho do beltrano, então, coitado, foi internado, dizem que é esquizofrenia, ouve vozes...

Vivendo de modo Consciente


Vivendo de modo Consciente 

O que diferencia o homem dos demais seres vivos é a consciência. Entretanto, a maioria de nós vive movida pelas reações instintivas, que os levam a comer, beber, dormir e praticar sexo, de maneira totalmente inconsciente, como os animais irracionais.

O primeiro estágio da consciência diz respeito ao corpo físico. É preciso estar atento às suas mensagens, pois o corpo fala, manifesta seus desejos e necessidades.

Porém, a maior parte das pessoas ignora essa linguagem, e não se preocupa, por exemplo, com os alimentos que coloca dentro de seu corpo, como se ele tivesse o poder mágico de transformar venenos em substâncias benéficas.

A maior prova disso é que muitos são incapazes de se lembrar do que comeram no dia anterior, ou até mesmo no próprio dia. Quando sentem algum problema de saúde e vão ao médico, este precisa adivinhar o que pode ter causado o desequilíbrio, pois se perguntam ao paciente sobre seus hábitos e atitudes em relação ao corpo, estes se mostram totalmente inconscientes destes processos.

Viver de modo consciente significa estar totalmente presente em cada pequeno gesto cotidiano, como andar, comer, banhar-se, limpar a casa, bem como prestar atenção aos sinais que o corpo emite quando algo não vai bem.

O momento do banho é ótimo para que comecemos este treino.
Passe a observar como você toma banho, por que parte do corpo inicia a lavagem, e procure mudar periodicamente, para que este não se torne um hábito mecânico e robotizado. Sinta o prazer que a água caindo sobre o corpo proporciona, curta este estado de relaxamento.

O segundo estágio da consciência diz respeito à mente. Procure observar o fluxo de pensamentos constantes que passa por sua mente. Veja se a maioria deles é positiva ou negativa. A mente, de modo geral, sempre procura nos focar no passado, nas experiências que não deram certo, nos sofrimentos, ou no futuro, fazendo com que temamos que aquilo se repita.

Portanto, é fundamental que você passe a tomar consciência do tipo de pensamentos que costuma ter, pois esta é a única maneira de você tornar-se senhor da sua mente, ao invés de escravo dela.

O terceiro estágio é a consciência dos sentimentos. Observe qual o sentimento que está por trás de cada atitude ou reação que você tem aos acontecimentos cotidianos. Ter consciência dos próprios sentimentos e daquilo que o motiva, é um passo essencial para conhecer a si mesmo e libertar-se do estado de adormecimento em que se encontra a maior parte dos seres humanos.

Consciência no trabalho

Querido Osho,
Você nos fala para sermos conscientes em tudo, o que significa ser um observador de todas as coisas, de todo ato.
Quando eu decido estar consciente no trabalho, eu perco a consciência, e quando eu me torno consciente de que eu não estava consciente, eu sinto culpa. Eu sinto que eu cometi um engano. Você poderia explicar?

"Esse é um dos problemas enfrentados por todo mundo que está tentando estar consciente enquanto trabalha, porque o trabalho exige que você deva se esquecer de si próprio completamente. Você deve estar envolvido nele tão profundamente... como se você estivesse ausente. A não ser que esse total envolvimento esteja presente, o trabalho permanece superficial.

... Consciência, enquanto se está trabalhando, necessita de um tremendo treinamento e disciplina e a pessoa tem que começar com ações bem simples.
Caminhar, por exemplo. Você pode caminhar e pode estar consciente de que está caminhando, cada passo pode ser cheio de consciência. Comendo... exatamente do jeito que se toma chá nos mosteiros Zen. Eles chamam de 'cerimônia do chá' porque bebendo chá, aos poucos, a pessoa tem que permanecer alerta e consciente.

Essas são pequenas ações, mas para começar elas são perfeitamente boas. A pessoa não deveria começar com alguma coisa como pintura, dança, pois esses são fenômenos muito profundos e complexos. Comece com pequenas ações da rotina diária da vida.

Na medida em que você se tornar mais e mais acostumado a estar consciente, a consciência vai se tornar exatamente como a respiração, você não terá que fazer qualquer esforço por ela, ela terá se tornado espontânea e, então, em qualquer ato, em qualquer trabalho, você poderá estar consciente.

Mas lembre-se da condição: isso tem que ser sem esforço, isso tem que vir espontaneamente. A partir daí, pintando ou compondo música, ou dançando, ou mesmo lutando espada contra um inimigo, você poderá permanecer absolutamente consciente. Mas essa consciência não é a consciência que você está tentando alcançar. Ela não é o começo, ela é a culminação de uma longa disciplina.

... Um dia chegará em que não haverá atividade no mundo na qual você não possa permanecer alerta e ao mesmo tempo agir com totalidade.
Você está dizendo: 'E quando eu me torno consciente de que eu não estava consciente, eu sinto culpa’. Isso é uma estupidez absoluta. Quando você se torna consciente de que não estava consciente, sinta-se feliz, pois pelo menos agora você está consciente. Em meus ensinamentos não há lugar para o conceito de culpa.

Culpa é um dos cânceres da alma.
... Não há necessidade alguma de sentir culpa, isso é natural.

Consciência é uma coisa tão grandiosa que mesmo se você puder estar consciente por poucos segundos, fique alegre. Não dê atenção àqueles momentos em que você perde a consciência. Preste atenção àquele estado quando você de repente se lembra, ' eu não estava consciente'. Sinta-se afortunado, pois, pelo menos depois de algumas horas, a consciência retornou.

... Mude todo o seu foco. É grandioso que você tenha se tornado consciente de que havia esquecido de estar consciente. Agora não se esqueça pelo maior tempo possível. De novo você esquecerá e de novo você se lembrará, mas cada vez, o período de esquecimento se tornará menor e menor.

... A consciência se tornará exatamente como a respiração ou a batida do coração, ou a circulação do sangue em você, dia vem, dia vai.
Assim, esteja observando, para que você não sinta culpa. Não há motivo para sentir culpa.

... Toda a humanidade, de alguma maneira, tem se sentido culpada. Isso tem apagado o brilho de seus olhos, isso tem tirado a beleza de sua face, isso tem tirado a graça de seu ser.

... Lembre-se de que o homem é frágil e fraco e errar é humano. As pessoas que inventaram o provérbio 'errar é humano' devem também ter inventado o provérbio 'perdoar é divino'. Eu não concordo com a segunda parte.

Eu digo, errar é humano e perdoar também é humano. E perdoar a si mesmo é uma das maiores virtudes, porque se você não puder perdoar a si mesmo, você não poderá perdoar a ninguém mais no mundo, será impossível. Você está tão cheio de feridas, de culpas, como você poderá perdoar o outro?

... Qualquer coisa que você fizer, se não for correto, não faça novamente. Se você sentir que isso machuca alguém, não faça novamente. Mas não há qualquer necessidade de se sentir culpado, não há qualquer necessidade de se sentir arrependido, não há qualquer necessidade de se penalizar e torturar.

... No começo, muitas vezes, você irá concluir que talvez não seja possível estar trabalhando e estar consciente ao mesmo tempo. Mas eu lhe digo não apenas que isso é possível, eu lhe digo que isso é possível muito facilmente. É só começar da maneira certa. É só não começar com XYZ. Comece com ABC.

Na vida, nós perdemos muitas coisas porque começamos errado. Tudo deve ser iniciado a partir de seu próprio princípio. Nossas mentes são impacientes, nós queremos fazer tudo rapidamente. Nós queremos alcançar o ponto mais alto sem passar por todos os degraus da escada.
Mas isso significa fracasso absoluto. E uma vez que você fracasse em alguma coisa como consciência, isso não é um fracasso pequeno, talvez você não tente nunca mais. O fracasso machuca.

Assim, qualquer coisa que seja tão valiosa quanto consciência, você deve começar muito cuidadosamente, e desde o princípio, porque a consciência pode abrir todas as portas dos mistérios da existência, ela pode trazer você ao verdadeiro templo de Deus.

domingo, 20 de maio de 2012

Crise é sinal de falta de percepção!


Crise é sinal de falta de percepção 

O pensamento começa com o sentimento
e se desenvolve a partir da necessidade
de adaptar nossos atos à realidade de nossa situação.
O que leva à sabedoria,
é a apreciação da relação do homem
com o universo do qual faz parte.
A essência da sabedoria,
como o insigne Sócrates assinalou,
É conhecer a si mesmo.
A pessoa que não se conhece
não pensará sobre si mesma
e nem pensará criativamente.
Alexander Lowen em Prazer, uma abordagem criativa da vida.


A grande maioria das pessoas que vem por conta própria em busca de um tratamento psicológico tem a certeza de que está passando por algum tipo de crise.
Mas que tipo der crise poderia ser esta?

Na história e na crescente formatação da consciência humana, podemos notar que o indivíduo permanece incessantemente entrando e saindo de espaços fechados, todos configurados em meio a diversas leis e sistemas. Se a pessoa não está dentro de um contexto familiar, está dentro de um contexto de trabalho ou em alguma outra situação sócio-cultural que o requisite num estado padronizado de manifestação que interage e modifica a sua biografia pessoal. É deste modo que podemos observar o movimento que gera o aprisionamento do nosso ser essencial em uma trama que, ao atar, cega.

O mais triste deste estado é que o cegar vale tanto para uma visão mais acurada sobre a realidade externa, como também para uma visão interior. A crise, portanto, acontece quando o indivíduo passa a se dar conta de que não se entende nos vários dos sentimentos e sensações aos quais é acometido. Sente uma ruptura no sentido da vida.

Muitos se queixam de terem dificuldades para dizer um ‘não’ ao mesmo tempo em que outros se observam extremamente impacientes e até violentos em determinadas situações. O que todos estão falando é que algo acontece dentro de si mesmo que resulta em algum tipo de manifestação não satisfatória e sem controle do próprio eu.
Outra queixa comum daqueles que se percebem em estados mais depressivos é a falta de ação, mas mesmo neste estado de aparente não ação, exacerba-se mais uma amostra de um tipo de manifestação também sem controle.
Notem que quando abordamos a palavra controle, não é referente ao controle que estamos acostumados a viver ou a ouvir por aí, estamos falando da presença do Eu lúcido em qualquer situação que estamos criando ou que podemos ir de encontro.

Sabemos que processos vivenciados dentro de uma psicoterapia auxiliam o individuo a entrar em contato com os aspectos que o estruturaram e que dentro deste processo, a pessoa tem a oportunidade de se observar e de se transformar.
Isto gera a possibilidade de um reconhecimento perceptivo a respeito de nós mesmos e dos possíveis motivos que nos levaram a distanciarmo-nos de quem realmente somos.
Acontece que, num processo gradativo, a nossa percepção pouco a pouco acaba sendo minada. Passamos a achar normal uma vida medíocre sem grandes entendimentos sobre nós mesmos. Achamos que é normal corrermos atrás de uma ganância desenfreada alimentada por uma competição atroz.

Pouco a pouco perdemos a referência de quem somos e o pior é que passamos a achar que a baixa qualidade de prazer que temos na vida é normal.
Não nos apropriamos de nós mesmos e como consequência deixamos de existir como consciências quânticas que somos, passando a funcionar num limiar muitíssimo baixo.
De repente, porém, este nosso Si Mesmo passa a desconfiar de que algo não vai bem ou que talvez poderia estar melhor. Este é o precioso momento onde o indivíduo tem a chance de se resgatar, de se ganhar de volta. Nesta hora percebemos que tudo poderia ser diferente do que está, começamos a entrar em contato com várias das nossas questões que são emergenciais para que nos atualizemos como existências completas. Percebemo-nos em crise.
O exagrama chinês de crise é composto de dois caracteres,
um representando o perigo e outro a oportunidade.

Notamos que falta a percepção do por que estamos funcionando de modo tão insatisfatório há tanto tempo...
É lógico que temos toda uma história por trás que construiu e que ainda constrói tanto os nossos pensamentos como a maneira de nos compreendermos como entidades dentro de toda esta trama. Isso inclui todas as nossas possibilidades de ação até o presente momento.

Fazendo um recorte histórico, podemos observar algo sobre parte desta construção de nós mesmos que se passou entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial, o que houve no antes e no depois, só para dar um pequeno exemplo evidenciando como foram se construindo as nossas pseudoverdades:
- Desde o final da Segunda guerra mundial a sociedade vem evoluindo em ordenação de serviços, em ordenações psico-lógicas. Ordenações absolutamente necessárias para a tentativa de organizar-se no caos instalado nesta época de pós-guerra.

Em nome de deter vários tipos de enfermidades, resultado de doenças contagiosas, advindas de constelações familiares atípicas dentro dos padrões atuais, o processo de higienização enunciado no início do século passado, pôde ter um desenvolvimento mais efetivo. Deste modo, a estrutura familiar como a concebemos nos dias de hoje , teve um maior respaldo para se configurar no mundo como uma verdade importante e absoluta a ser vivida.

Indivíduos buscando segurança em diversos níveis passaram a compactuar com os vários tipos de crença oriundos desta matriz, acreditando ser a estrutura familiar, como a conhecemos, a forma ideal para se viver. Então, em nome de se deter as doenças transmissíveis e também de cuidar do tipo de patrimônio instaurado com o capitalismo, as famílias passaram a funcionar de modo monogâmico.
Notem que nada temos contra as estruturações familiares monogâmicas, assim como nada temos contra as estruturas poligâmicas, etc. etc., apenas estamos como observadores destas organizações, ressaltando também o desenvolvimento do psiquismo e da crença humana de acordo com os diversos tipos de sistemas vigentes.

A formatação, o viver dentro de determinados conceitos, leva ilusoriamente o indivíduo a sentir que pode controlar tudo... o que, como sabemos, é um paradoxo. Não dá para se controlar nada enquanto formos frutos inconscientes de um controle.
Temos, no trabalho, determinados padrões de controle também, isso vale para a área da ciência e assim por diante.

Ao final das contas todos vivem como se fossem funcionários de uma grande indústria, onde o pensamento global de uma arrecadação cada vez maior gera pensamentos locais de arrecadações individuais, tudo na inconsciência, longe do que é de fato a essência do Ser. Em outras palavras, cada um pensa em si, mas está acorrentado a um pensamento maior.

O próprio pensamento não advém das necessidades básicas e pessoais, mas sim da construção gerada pelo ‘corpo maior’, que dá a ilusão de uma base que sempre será como que faltante, gerando uma perpétua busca frenética do ter. Mas isso tudo também é uma construção que não tem nada a ver com a realidade interna do indivíduo.

Somos os atores de nós mesmos, por isso é que necessitamos saber com clareza sobre o script no qual estamos atuando e sendo a cada instante; podendo assim desenvolver as nossas habilidades rumando para nos tornarmos os senhores criadores das nossas realidades, com maior consciência, deixando de sermos consciências automatizas, ou seja, sem a percepção lúcida de nós mesmos.